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segunda-feira, agosto 2

Como Funciona a Lei Antipalmada

. segunda-feira, agosto 2
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A deputada Maria do Rosário Nunes do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul propôs o Projeto de Lei "anti-palmada" (Nº 2564 /2003), para proibir qualquer forma de castigo físico em criança e adolescente. O presidente assinou o projeto e a lei está valendo há cerca de três semanas.

É mais ou menos assim, que a lei funciona...


Quem preferir uma fonte mais confiável do que este blog medíocre, acesse:
http://pt.wikinews.org/wiki/Deputada_quer_acabar_com_palmada_no_bumbum
http://www.camara.gov.br/sileg/MostrarIntegra.asp?CodTeor=186335

E mais uma lei (in)útil foi criada no Brasil. Abraços.

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domingo, junho 28

Tomou, Ricardo Teixeira?

. domingo, junho 28
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ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO COMARCA DA CAPITAL REGIONAL BARRA DA TIJUCA JUÍZO DA 4a VARA CÍVEL

Processo nº 2007.209.007825-2

S E N T E N Ç A

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL ajuizou ação indenizatória de rito ordinário em face de JOSÉ CARLOS AMARAL KFOURI (nome profissional JUCA KFOURI), alegando que o Réu, conhecido e experiente jornalista, mantém no site "UOL Esporte" o "Blog do Juca", no qual veicula suas opiniões acerca de diversos assuntos ligados ao esporte nacional, tendo no dia 26 de maio de 2007 publicada nota intitulada "Navalha na bola", com o seguinte texto: "Não bastasse o Senador Delcídio Amaral, agora um peixe ainda maior cai na rede da onda causada pela "Operação Navalha": o Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Amaral e Calheiros receberam da CBF, em 2002, R$ 100 mil reais cada um para suas campanhas eleitorais. E foram os grandes responsáveis pela aproximação de Ricardo Terra Teixeira com o Presidente Lula, que não gostava do cartola e não fazia nenhuma questão de esconder. A "bancada da bola" é mesmo uma bola. Não há escândalo no país que atinja seus membros. Quando tem empreiteira no meio, então..." Tal nota lançada no blog teve como pano de fundo doação feita pela CBF ao Senador Renan Calheiros. Fica claro que o Réu tenta relacionar a CBF à empreiteira Gautama, alvo da "Operação Navalha" da Polícia Federal, insinuando para os leitores que a Autora teria doado, de forma irregular, dinheiro para a campanha eleitoral do Senador Renan Calheiros. Esqueceu-se o Réu de esclarecer que doações de campanha são legais e passam pelo crivo da Justiça Eleitoral. Quis o Réu com essas insinuações colocar em dúvida a reputação da Autora e causar-lhe toda a sorte de problemas institucionais. Desta forma, postula a Autora a condenação do Réu ao pagamento de indenização por danos morais. A petição inicial veio instruída com o texto questionado. Citado, o Réu ofereceu contestação, afirmando inicialmente que o pedido formulado nesta ação é infundado, tratando-se de mais uma investida da CBF e de seu presidente Ricardo Teixeira no intuito de intimidá-lo. Existem diversas ações ajuizadas pela CBF e por Ricardo Teixeira em face do Réu, que tem combatido em sua carreira com determinação todo e qualquer fato que se relacione à corrupção, suborno e outras mazelas que infelizmente também atingem o mundo do esporte. O interesse do Réu é fazer prevalecer, não só no esporte, mas em toda a sociedade, o compromisso sério com a ética e com os interesses da população. E é sabido que há anos o Réu incomoda a direção da CBF em razão de sua atuação crítica e corajosa. Sobre o caso dos autos, aduziu o Réu não ter ofendido a Autora. Não há qualquer ofensa no relato objetivo de um fato verdadeiro. As doações foram feitas e o Senador Renan Calheiros caiu na rede da Operação Navalha, que visou desmantelar o esquema de fraudes em licitações de dimensões impressionantes, supostamente comandado pela empreiteira Gautama, levando à prisão várias autoridades. Descobriu-se que o Senador Delcídio Amaral recebeu R$24.000,00 da referida empreiteira, havendo sido citado o nome do Senador Renan Calheiros na referida investigação realizada pela Polícia Federal. No texto jornalístico publicado no seu blog, o Réu se limitou a mencionar o fato de que a CBF doou R$100.000,00 à campanha dos referidos Senadores. Não foi afirmado nem sugerido que a doação fosse ilegal ou que o dinheiro doado teria origem ilegal. Tais ilações decorrem de interpretação fantasiosa. Fato é que a CBF, entidade máxima do futebol brasileiro, que exerce função de nítida natureza e interesse públicos, realizou doação vultosa à campanha dos Senadores cujos nomes estiveram envolvidos em investigação de fraude. A menção a tal fato, cuja veracidade é incontroversa, atende ao interesse público de livre circulação de informações. Pretendeu o Réu única e exclusivamente chamar a atenção do público leitor acerca da forma como a CBF administra suas verbas e o próprio futebol brasileiro que, como é sabido, envolve cifras milionárias. Salienta o Réu ter agido no exercício regular da atividade de imprensa, não podendo responder por interpretações fantasiosas. Lembrou o Réu que a CBF e o presidente Ricardo Teixeira tiveram suas condutas examinadas por duas Comissões Parlamentares de Inquérito instauradas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal sobre irregularidades na administração do futebol brasileiro. O futebol é patrimônio cultural imaterial, merecendo proteção contra aqueles que nele enxergam apenas possibilidades de lucros desmedidos. E como resultado de tais CPI's, foram requeridos inúmeros indiciamentos e providências de natureza fiscal e penal. Logo, o comentário feito pelo Réu bem demonstra sua opinião acerca da forma como a CBF administra o futebol brasileiro e seu vultoso orçamento, consubstanciando, portanto, lícito e legítimo exercício de crítica jornalística. A Autora manifestou-se em réplica, destacando que o Réu empreende cruzada pessoal contra a CBF e seu atual presidente, em seu blog, em seus pronunciamentos na televisão e na Rádio CBN. Nenhuma outra prova foi produzida. Feito o relatório, passo a DECIDIR. É cediço que a pessoa jurídica pode sofrer dano moral (Súmula 227 do STJ), mas isto não ocorreu, com certeza, no caso sub examen. Não é preciso grande esforço para se concluir que o Réu não ofendeu de qualquer modo a honra objetiva da Confederação Brasileira de Futebol. Com uma simples e rápida leitura do texto jornalístico questionado se verifica que a única menção feita à CBF diz respeito às doações de cem mil reais que a entidade máxima do nosso futebol realizou em benefício das campanhas eleitorais dos Senadores Delcídio Amaral e Renan Calheiros. Apenas isso. E essas doações não foram contestadas pela Autora. Aconteceram de fato. Portanto, como pode a Autora pretender responsabilizar o jornalista pela divulgação de fatos reais? Esta investida da CBF beira a litigância de má-fé, isto sim! Já soa estranho a qualquer um o fato de ter a CBF doado dinheiro para as campanhas eleitorais de dois Senadores. A CBF é uma associação de direito privado, de caráter desportivo, dirigente do futebol brasileiro. Embora se trate de entidade privada, a CBF é responsável pelos destinos do futebol brasileiro, e o futebol não tem dono. O futebol não é da CBF e de seus dirigentes, tão-somente. O futebol é de todos nós, é do Brasil e é do mundo. O futebol é uma maravilha, uma bela criação dos ingleses! E futebol é coisa séria, desperta sentimentos agudos, paixões. É a rivalidade sadia que o homem inventou para expressar sua virilidade. É a guerra do bem, que não destrói, só constrói, que não deixa mortos e feridos. Esporte completo, sinônimo de saúde, habilidade e força. Repito: não tem dono! E é por conta dessa força e dessa magia que o futebol movimenta muito dinheiro, gerando riqueza. Pouco importa a natureza jurídica da Autora, de entidade privada, pois dita associação lida com um patrimônio do povo brasileiro. O futebol brasileiro é o maior produto de exportação deste país. Logo, deve ser gerido com seriedade e austeridade, administrado com transparência, como se fosse uma instituição pública. Seus recursos devem ser empregados em prol do desporto e em ações sociais, como fazem diversos clubes neste país. Nesse contexto, fica realmente difícil compreender o sentido dessas doações de vultosas quantias a determinados políticos. E não interessa a este debate se as doações foram feitas sem violação da lei. Não é este o cerne da discussão. Sendo assim, foi a própria CBF que, com a sua conduta, deu margem à veiculação da notícia e aos comentários críticos feitos pelo jornalista Juca Kfouri em seu blog. Aliás, o Réu revelou que foram instauradas CPI's em Brasília no intuito de se apurar desvios e irregularidades na administração do futebol brasileiro, com o exame de atos praticados pela CBF, que resultaram em indiciamentos e na adoção de diversas providências de natureza fiscal e penal em face dos envolvidos, não tendo a Autora negado a ocorrência de tais fatos em seu pronunciamento acerca da contestação. Cumpre acrescentar que o Réu não afirmou em sua nota que tais doações seriam ilegais ou que o dinheiro doado teria origem ilícita. A nota jornalística em apreço não contém ataque à instituição demandante. Não se extrai de seu conteúdo a intenção deliberada do Réu de denegrir gratuitamente a imagem e a credibilidade da CBF. Há sim, nas entrelinhas, uma veemente crítica à administração da entidade, baseada em fatos reais. O Réu não pode ser responsabilizado pelo relato de fato verdadeiro, incontroverso, por sua manifestação no exercício legítimo de informação e crítica jornalística. Existe um interesse social pela notícia. Se é certo que devemos repudiar e combater todo e qualquer abuso de jornalistas que violam a liberdade e a honra de terceiros, de outro lado existe a necessidade de se preservar uma imprensa livre para a manutenção da democracia. A imprensa exerce papel fundamental na vida de um país livre e democrático, e é através dela, do jornalismo investigativo, que muitos ilícitos praticados vêm à tona. Não vislumbra este Juízo no texto de autoria do Réu, desvio ou excesso na informação veiculada, de modo a caracterizar um comportamento ofensivo, que atente contra a honra objetiva da entidade máxima do futebol brasileiro. Em tais circunstâncias, JULGO IMPROCEDENTE o pedido formulado na inicial, resolvendo o mérito na forma do artigo 269, inciso I do CPC. Face à sucumbência, condeno a Autora ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios que arbitro em R$8.000,00 (oito mil reais). P.R.I.

Rio de Janeiro, 23 de junho de 2009.

Carlos Alfredo Flores da Cunha
JUIZ DE DIREITO

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sábado, junho 6

Indo e vindo. Estudar, pra quê?

. sábado, junho 6
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Caramba, esse mês de Maio acabou comigo. O Riocard foi cancelado e agora me junto a varios universitários que gastam uma fortuna para ter seu direito constitucional garantido: o de estudar. Isso porque eu ainda pago para estudar (faculdade privada). A rotina de estágio pelo menos vai me dar um vale transporte. "Nossa, como eles são bonzinhos!" Chegamos em junho, período de provas. Primeira vez que na graduação terei férias. A falta de assunto me faz acabar o post por aqui, mas tenho uma novidade: meu notebook chegará no final de junho. Aleluia!

Abraços

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sexta-feira, maio 15

Restos de Dinheiro

. sexta-feira, maio 15
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É Quinta-Feira e são sete e meia da manhã. Sabe, quando você tem que pagar o ônibus, ou o metrô, ou ainda a gasolina, com aquela sua perfeita nota de vinte ou cinquenta reais? E tudo parece ir bem, até que a respeitável pessoa que te atendeu abre sua gaveta barulhenta, saca uma encardida nota de dez e pede pra que você "aguarde um instantinho", pois ela está sem troco?
Pois é... como se não bastasse parte do seu dinheiro estar indo embora, a maldita te faz esperar uma cassetada de tempo, pra voltar com a mesma nota rubra em decomposição e mais um punhado de moedas de um real, cinquenta, dez e até cinco centavos.
Você pensa consigo: Como irei guardar esse monte de moedas? Aonde? No cu? E ainda tem de aguentar aquele sorriso sarcástico, quase sadô-masô, acompanhado de um "Tá aqui seu troco! Obrigado e bom dia!".
Essa é só a ponta do iceberg. Há muito mais problemas, bem sérios, envolvendo a questão das moedas e dos trocos aos montes.
Estima-se que cada moeda de R$ 1 tenha um custo final médio de R$ 0,26. Já as de 1 centavo, custam R$ 0,09. Periodicamente, se faz necessário repor as moedas que ficam estocadas em nossas casas, nossas gavetas e cofrinhos, gerando altos custos. Sem contar que, se quiséssemos sacanear o governo investindo dez centavos na destruição de moedas de um centavo, o governo teria de gastar noventa centavos para repor estas moedas. Bem mais do que os dez centavos que investimos, concorda?
A coisa ainda vai além. O dinheiro é seu e ninguém tem nada a ver com isso, certo? ERRADO. O valor é seu, mas a forma física, isto é, o veículo - notas e moedas - foram confeccionados pela Casa da Moeda a pedido do Banco Central. As notas e moedas são de todos nós, igualmente. O dinheiro para confeccionar uma nota, veio de vários de nós.
Eu sou meio radical quanto à existência das moedas. Algum economista corajoso deveria desenvolver um esquema monetário que dispensasse o uso delas! Pra quê pagar R$ 2,20 para andar de ônibus podendo pagar apenas R$ 2, e R$ 2,80 para andar de metrô podendo pagar R$ 3, se da mesma forma eu gastarei R$ 5,00? Não seria mais fácil abolir as casas decimais, para pagamentos em espécie? Que tal arredondar os valores? Valores de centavo em centavo, somente em transações eletrônicas, ora!
Entretanto, seria interessante ver o irmão do Genoíno andar com milhões de moedas na cueca... Ia ser até bom para o sujeito, uma hérnia de vez em quando faz bem.

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quinta-feira, abril 23

Aos Vinte e Dois Dias de Abril...

. quinta-feira, abril 23
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Hoje... aliás... ontem, foi o dia em que se comemorou a descoberta do Brasil. Vinte e dois de abril, 22/04. Há quinhentos e poucos anos vieram, desnorteados, os donos-do-mar - direto do quintal da europa - parar aqui, nesta terra bizarra. Nativos inteligentes pagavam meio quilo de ouro por uma porcaria de pente. É... fico feliz em saber que a ingenuidade, a ignorância e a inércia herdada dos nossos antepassados portugueses e índios, enfim se desvaneceu e não faz mais parte da personalidade do brasileiro(?!)


"Amo muito tudo isso" - Rede de fast-food que não põe um tostão furado neste blog

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Princípio da Vulnerabilidade do Legislativo

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A Impresa cobriu toda confusão acerca da restrição das viagens dos companheiros do Legislativo. No entanto, ao final da noite, o Senador Papaléo Paes (PSDB-AP), quase um filósofo, soltou a pérola: "Eu não estou em um emprego, eu estou temporariamente chamado pela nação para representar o meu Estado e o Estado tem que dar todas as condições para o parlamentar para que ele não se envolva em corrupção"


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Nepotismo Cruzado

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Conhecida no Senado como 'funcionária fantasma', a filha do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardozo, vulgo FHC, declarou à Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, que o Senado é uma bagunça e que prefere trabalhar em casa. "Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar 'vem aqui', eu vou lá.", disse Luciana Cardozo, funcionária do 'gabinete' do Senador Heráclito Fortes (DEM-PI).


Dedicado a Mônica Bergamo

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terça-feira, abril 21

Yes, We Can... I Guess (Parte 2)

. terça-feira, abril 21
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Já que o Anjo tocou no assunto Obama, resolvi postar sobre a pequena participação de Luís Inácio Lula da Silva, vulgo Presidente da República, em South Park. Ele aparece ao lado de Nicolas Sarkozy e Gordon Brown. Quem quiser conferir, acesse o site de South Park e assista ao episódio "Pinewood Derby".
Abraços

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Yes, We Can... I Guess

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O capitalismo como conhecemos hoje, é, fundamentalmente, norte-americano.


Tantas propriedades, regalias, geringonças, mulheres dentre as quais queremos e podemos conquistar graças ao consumismo e, até, à globalização, são - sem dúvida - o principal chamariz capitalista, do mundo do "onde querer é poder, basta se esforçar" ainda que as situações para que isso ocorra sejam bem desfavoráveis.

Infelizmente, a mesma humanidade que criou o sistema matemático-financeiro, as integrais impróprias e a nanotecnologia, não se dedicou tanto em evoluir na viabilização um ideal político entre consumo e consciência, entre o capitalismo e o socialismo, que não fosse tão desigual para alguns, nem gerasse pobreza igual para todos (adaptado de Churchill).

É sabido que a nação estadunidense está distante de viver esta evolução. O mesmo vale para as relações humanas em geral, por lá. Os vários TV shows e séries satirizadoras desse lifestyle regado a racismo, individualismo, consumo (de hambúrguer) compulsivo, entre outros valores ridículos, mostram isso claramente - Vide The Simpsons (que é, por ironia, uma das líderes de audiência e de vendas em geral no seu país).

Entretanto, a sensata eleição de Barack Obama parece mostrar, pelo menos nos seus eleitores, uma propriedade, digamos, resiliente. Mesmo com um sistema de contagem de votos bem peculiar, a derrota de Mc Cain na disputa presidencial americana foi semelhante à de Gabeira, na corrida pela prefeitura carioca. Foi ali, voto a voto... (Só que John não arranjou um cabo eleitoral como Sérgio Cabral).

Mesmo assim, devemos considerar que muitos votantes deixaram o medo e o racismo de lado. Estão de parabéns! Analisaram bem os candidatos e fizeram uma escolha louvável: entregar o comando do país, tão ferido pelos terroristas - e até mesmo pela sua própria população - a um afro-americano que, do alto de sua simpatia e esperteza, poderá socializar, articular e ajudar a resolver as questões mais importantes que afligem os E.U.A.

Porém há alguns tópicos a esclarecer. Eu usei a expressão "resiliente", acima, de coração. O fato é que Obama e sua equipe lançaram mão de marketing pesado. Algumas táticas são parecidas com a campanha comercial do Snickers. Se Barack for bom para os Estados Unidos como Snickers é bom para a sua saúde, não sei não... Tudo bem, tudo bem... isso foi mais uma provocação do que uma crítica válida. O que me aflige é a inevitável dúvida, se uma população que escolhe seu líder pelo nível de marketing e carisma, será capaz de cobrar atitudes dele em situações extremas.

Por favor, não parem de ler. Eu votaria nele com gosto e achei fundamental a sua eleição. Entendam que meu problema não é com ele, mas sim com a população que o elegeu. Obama mereceu ser eleito, mas a maioria de seus votos foram desesperados, espasmódicos. Também, depois de 2 mandatos de George Walker "Shoe" Bush...

Chegou a hora de, quem era contra Bush, e não contra os americanos, aceitar os Estados Unidos. A simpatia de Obama vai integrar os países, as tribos, e quem não gostar dele, meu amigo... vai ficar muito mal visto, ou até poderá não ser visto nunca mais. Vale lembrar que, o peso que o marketing (viral ou não) teve na conscientização do eleitorado, e consequentemente, na sua chegada ao poder, é proporcional à expectativa criada em torno do ocorrido.

Mas... e se ele falhar? O novo líder não é nenhum Superman, e a tendência é de que o quadro americano só piore. Em qual sentimento, então, se tornará tal esperança em um líder negro inédito, se o povo é tradicionalmente racista e segregado? Uma população novamente frustrada e ainda racista pode se tornar ainda mais preconceituosa e o pior: manipulável. Lembrem que a Al Qaeda é uma tremenda estraga-prazeres. Se ela cismar de atacar esse ponto fraco e conseguir, como de costume... Prefiro nem pensar.

Como ele vai fazer para alcançar a tal "mudança na qual podemos acreditar", sem eliminar alguns vícios do capitalismo, nem retirar as tropas dos jovens recrutas que morrem em vão aos lotes, eu não sei. Meu medo é que Barack Hussein Obama não passe de mais uma modinha, um capricho gringo, uma marca rentável... um modelo fotográfico. Tanto dejà vu...

Todavia, creio que por enquanto, com Obama, os americanos estão bem, seu país tem um futuro promissor, desde que todos mantenham os olhos bem abertos e mudem alguns outros valores. Voltando ao Brasil, especialmente ao Rio - Nós, cariocas de Paes, estamos fud.. (ops!) desgraçados. Deixe estar... se o cara lá de cima quiser, tudo vai dar certo! Para todos.


P.S: Informe às minorias: Essa história de que o sucessor de Bush é representante de vocês, vai de encontro com a teoria política fundamental: Se eleito, defenda os interesses da maioria dos seus votantes, sem esquecer (óbvio, dãã) dos patrocinadores da campanha. Sinto muito. Sniff...



Abraços e bom feriadão "pingado"!


Anjo provocou Obama só por ele ter perfis em várias redes sociais, exceto no orkut. Obama... Bjo-me-liga! ;)

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