terça-feira, abril 21

Yes, We Can... I Guess

. terça-feira, abril 21

O capitalismo como conhecemos hoje, é, fundamentalmente, norte-americano.


Tantas propriedades, regalias, geringonças, mulheres dentre as quais queremos e podemos conquistar graças ao consumismo e, até, à globalização, são - sem dúvida - o principal chamariz capitalista, do mundo do "onde querer é poder, basta se esforçar" ainda que as situações para que isso ocorra sejam bem desfavoráveis.

Infelizmente, a mesma humanidade que criou o sistema matemático-financeiro, as integrais impróprias e a nanotecnologia, não se dedicou tanto em evoluir na viabilização um ideal político entre consumo e consciência, entre o capitalismo e o socialismo, que não fosse tão desigual para alguns, nem gerasse pobreza igual para todos (adaptado de Churchill).

É sabido que a nação estadunidense está distante de viver esta evolução. O mesmo vale para as relações humanas em geral, por lá. Os vários TV shows e séries satirizadoras desse lifestyle regado a racismo, individualismo, consumo (de hambúrguer) compulsivo, entre outros valores ridículos, mostram isso claramente - Vide The Simpsons (que é, por ironia, uma das líderes de audiência e de vendas em geral no seu país).

Entretanto, a sensata eleição de Barack Obama parece mostrar, pelo menos nos seus eleitores, uma propriedade, digamos, resiliente. Mesmo com um sistema de contagem de votos bem peculiar, a derrota de Mc Cain na disputa presidencial americana foi semelhante à de Gabeira, na corrida pela prefeitura carioca. Foi ali, voto a voto... (Só que John não arranjou um cabo eleitoral como Sérgio Cabral).

Mesmo assim, devemos considerar que muitos votantes deixaram o medo e o racismo de lado. Estão de parabéns! Analisaram bem os candidatos e fizeram uma escolha louvável: entregar o comando do país, tão ferido pelos terroristas - e até mesmo pela sua própria população - a um afro-americano que, do alto de sua simpatia e esperteza, poderá socializar, articular e ajudar a resolver as questões mais importantes que afligem os E.U.A.

Porém há alguns tópicos a esclarecer. Eu usei a expressão "resiliente", acima, de coração. O fato é que Obama e sua equipe lançaram mão de marketing pesado. Algumas táticas são parecidas com a campanha comercial do Snickers. Se Barack for bom para os Estados Unidos como Snickers é bom para a sua saúde, não sei não... Tudo bem, tudo bem... isso foi mais uma provocação do que uma crítica válida. O que me aflige é a inevitável dúvida, se uma população que escolhe seu líder pelo nível de marketing e carisma, será capaz de cobrar atitudes dele em situações extremas.

Por favor, não parem de ler. Eu votaria nele com gosto e achei fundamental a sua eleição. Entendam que meu problema não é com ele, mas sim com a população que o elegeu. Obama mereceu ser eleito, mas a maioria de seus votos foram desesperados, espasmódicos. Também, depois de 2 mandatos de George Walker "Shoe" Bush...

Chegou a hora de, quem era contra Bush, e não contra os americanos, aceitar os Estados Unidos. A simpatia de Obama vai integrar os países, as tribos, e quem não gostar dele, meu amigo... vai ficar muito mal visto, ou até poderá não ser visto nunca mais. Vale lembrar que, o peso que o marketing (viral ou não) teve na conscientização do eleitorado, e consequentemente, na sua chegada ao poder, é proporcional à expectativa criada em torno do ocorrido.

Mas... e se ele falhar? O novo líder não é nenhum Superman, e a tendência é de que o quadro americano só piore. Em qual sentimento, então, se tornará tal esperança em um líder negro inédito, se o povo é tradicionalmente racista e segregado? Uma população novamente frustrada e ainda racista pode se tornar ainda mais preconceituosa e o pior: manipulável. Lembrem que a Al Qaeda é uma tremenda estraga-prazeres. Se ela cismar de atacar esse ponto fraco e conseguir, como de costume... Prefiro nem pensar.

Como ele vai fazer para alcançar a tal "mudança na qual podemos acreditar", sem eliminar alguns vícios do capitalismo, nem retirar as tropas dos jovens recrutas que morrem em vão aos lotes, eu não sei. Meu medo é que Barack Hussein Obama não passe de mais uma modinha, um capricho gringo, uma marca rentável... um modelo fotográfico. Tanto dejà vu...

Todavia, creio que por enquanto, com Obama, os americanos estão bem, seu país tem um futuro promissor, desde que todos mantenham os olhos bem abertos e mudem alguns outros valores. Voltando ao Brasil, especialmente ao Rio - Nós, cariocas de Paes, estamos fud.. (ops!) desgraçados. Deixe estar... se o cara lá de cima quiser, tudo vai dar certo! Para todos.


P.S: Informe às minorias: Essa história de que o sucessor de Bush é representante de vocês, vai de encontro com a teoria política fundamental: Se eleito, defenda os interesses da maioria dos seus votantes, sem esquecer (óbvio, dãã) dos patrocinadores da campanha. Sinto muito. Sniff...



Abraços e bom feriadão "pingado"!


Anjo provocou Obama só por ele ter perfis em várias redes sociais, exceto no orkut. Obama... Bjo-me-liga! ;)

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